Privatizações na ferrovia

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18-Abr-2010
Dossier Privatizações na ferrovia - Foto de Paulete Matos A política para o transporte ferroviário é questionada neste dossier, onde também se refere a desastrosa experiência privatizadora britânica, se divulgam filmes e se recorda um texto do socialista francês Jean Jaurés. O Governo Sócrates incluiu no programa de estabilidade e crescimento privatizações na ferrovia: da EMEF (Empresa de Manutenção e Equipamento Ferroviário), da CP e a concessão de linhas.

O transporte ferroviário em Portugal está, actualmente, subdividido em várias empresas, a maioria públicas: a Refer, responsável das linhas; a CP, que gere o transporte ferroviário de passageiros; a CP Carga, desde Julho de 2009, que gere o transporte de mercadorias; a EMEF, que gere as oficinas de manutenção do equipamento ferroviário. Duas empresas privadas intervêm também no sector: a Fertagus, pertencente ao grupo Barraqueiro, que explora o comboio de passageiros da ponte 25 de Abril, e a Takargo, do grupo Mota-Engil, que explora o transporte de mercadorias.

Neste dossier, os artigos Privatização na ferrovia: Privatização da CP – Regresso a 1949: fragmentação e concorrência nos Transportes Públicos do deputado Heitor de Sousa, O Estado fica sem os anéis e sem os dedos de António Gomes, trabalhador da EMEF, e Intenção de privatizar a ferrovia não é nova, de Manuel Sabino, trabalhador da Refer, debruçam-se sobre a situação da ferrovia em Portugal, as privatizações desejadas pelo capital privado e as consequências para os trabalhadores e as populações.

O texto A Europa ferroviária: “revitalização” ou destruição metódica dos meios públicos?, do grupo dos transportes da Attac França, denuncia a “liberalização” do transporte ferroviário na Europa, mostra as contradições que envolve e assinala que a separação da gestão das linhas da gestão das infra-estruturas é um mecanismo artificial, com o único objectivo de avançar com as privatizações no transporte ferroviário.

Incluímos também o texto do socialista francês Jean Jaurés Serviços públicos e classe operária escrito em 1911, após um desastre ferroviário numa empresa recém nacionalizada, e que apesar dos seus quase cem anos, mostra uma candente actualidade.

Os textos O caos dos caminhos de ferro britânicos de Marc Nussbaumer e A Privatização tem sido um desastre de Ken Livingstone debruçam-se sobre a desastrosa privatização dos transportes ferroviários na Grã-Bretanha.

Em Bloco quer esclarecimentos sobre privatizações da CP e da EMEF noticiamos as perguntas feitas pelo grupo parlamentar do Bloco ao Governo sobre as privatizações da CP e da EMEF.

Por fim, lembramos duas excelentes obras cinematográficas: o filme “The Navigators” de Ken Loach,  sobre os efeitos na vida dos trabalhadores da privatização da ferrovia britânica, e o documentário “Pare, escute, olhe” de Jorge Pelicano,  sobre a abandonada Linha do Tua.

Dossier organizado por Carlos Santos. Fotos do transporte ferroviário português de Paulete Matos.

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