Discriminação Religiosa nos Meios de Comunicação

Tiago Damas

 

A discriminação religiosa nos nossos meios de comunicação é mais frequente do que imaginamos. Subtil, mas presente.
Demasiadas vezes vemos titulares dizendo que “Islamistas  assassinaram…” ou “Islamistas puseram uma bomba…”, tal como no passado dia 20, por exemplo, em que a RTP publicou um artigo com o seguinte titulo: “Rebeldes Islamicos da Tchechenia atacam parlamento” . Esta referência ao “Islamismo” quando se fala de ataques violentos não só é injustificada, como também é uma ofensa à população muçulmana.
É importante fazer a comparação com o mesmo tipo de actos violentos que vemos nos países ocidentais “cristãos”.
Por exemplo, quando se fala de um atentado da ETA em Espanha, ou quando se fala um cidadão norte-americano que entrou por uma escola dentro e matou 10 pessoas e feriu outras 20, ou assassinou membros de partidos e ideologias opostas;  quando se fala de um grupo considerado terrorista na America Latina (onde a religião está muito presente mesmo em grupos insurgentes), como as FARC, ninguém se atreve a dizer que “cristãos assassinaram 20”, ou “cristãos sequestram estrangeiros” ou “rebeldes cristãos sequestram navios e pedem resgate”.
Então porque falamos de “atentados islamistas”?
Existem inúmeras interpretações do Coran, logo, não diferenciar as fações mais extremistas do Islão, com o resto dos crentes religiosos islamicos seria o mesmo que não diferenciar a OPUS DEI da maioria de religiosos católicos.
Talvez, ao verificar tais declarações, poder-se-a compreender mais facilmente porquê Portugal e todos os países da União Europeia tenham decidido abster-se de votar em resoluções, apresentadas na assembleia Geral da ONU, tais como “Esforços Globais para a eliminação de todas as formas de racismo, discriminação racial, xenofobia e discriminação relacionada”, ou “Inadmissibilidade de certas praticas que contribuem para fomentar certas formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e discriminação relacionada”.  Nesta ultima resolução, somente um País votou contra – a saber – Estados Unidos.

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