Confederações fazem propostas a negociadores do FMI

publicado 16:33 20 abril ’11
Confederações fazem propostas a negociadores do FMI

A flexibilização dominou os encontros da missão da Comissão Europeia, do BCE e do FMI Mário Cruz, Lusa

Os representantes das entidades patronais de comércio, agricultura, turismo e indústria portugueses foram auscultados pelos delegados da Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI). O mercado de trabalho e a eventual alteração da legislação laboral foram temas da conversa. A confederação do comércio pediu instrumentos para financiar empresas, enquanto o turismo admite que também os privados possam cortar salários.

Confederações fazem propostas a negociadores do FMI

0 twitter

Num encontro em que o salário mínimo não foi objeto de conversa, o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) constatou que os especialistas internacionais manifestaram maior interesse nos “aspetos financeiros, custos de contexto e alguns aspetos laborais”, sobretudo no que respeita à flexibilização.

A flexibilização do mercado de trabalho dominou, de igual modo, o encontro com os representantes dos agricultores, tendo sido considerada “uma questão menor” a atualização do salário mínimo. O subsídio do desemprego e os cortes salariais não estiveram na agenda.

Comércio quer meios para financiar empresas
A CCP propôs a criação de instrumentos para financiar as empresas, uma vez que, na sua perspetiva, muitos encerramentos “de empresas viáveis” se deveram à falta de meios financeiros. “Centrámo-nos basicamente nas medidas de apoio às empresas e focámos de uma forma muito insistente a necessidade de serem criados meios para financiar as mesmas”, afirmou João Vieira Lopes, no Ministério das Finanças.

Os patrões do comércio defendem para base negocial o acordo entre parceiros e Governo assinado em Março. Na altura, tal como agora, pretendem uma reforma no Estado que “fosse feita de forma mais organizada”. “Primeiro, ver quais são os serviços que o Estado deve prestar; segundo, evitar duplicações de serviços; terceiro, os serviços a prestar pelo Estado devem ter o número adequado de funcionários e os restantes (serviços) extinguem-se”, enumerou o presidente da CCP.

João Vieira Lopes não considera como “solução fazer cortes transversais de salários e de deduções” mas antes pretende “saber quais são as funções do Estado”.

Agricultores defendem capacidade para substituir importações
A Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP) sublinhou a especificidade do sector mas que também precisa de legislação particular e de “alguma flexibilização”, perante uma missão mais interessada em “ouvir”.

João Machado pediu que as verbas inscritas no Orçamento do Estado para o sector agrícola (150 milhões de euros) sejam respeitadas e defendeu perante os negociadores internacionais que é essencial apostar no sector para garantir o abastecimento nacional substituindo as importações.

“Temos 3.500 milhões de euros em importações anuais, que podem ser substituídas por produção nacional; é isso que queremos que a ‘troika’ perceba”, disse João Machado, que considerou fundamental a manutenção dos fundos comunitários e do investimento nacional. João Machado defendeu “uma melhor gestão (de fundos) do Governo e do Ministério da Agricultura para os agricultores receberem a tempo e horas as comparticipações a que têm direito”.

Ainda segundo o presidente da CAP, a agricultura “pode dar um grande contributo”, através da produção em Portugal de parte do 30 por cento de importações “se os fundos forem mantidos” e o país continuar a investir.

CIP critica tolerância de ponto do Estado
A Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) transmitiu as suas preocupações com “os constrangimentos ao desenvolvimento das atividades económicas” no sector empresarial do Estado, na legislação laboral e no acordo para o crescimento e o emprego, subscrito em concertação social a 22 de março, declarou António Saraiva.

A CIP defendeu a necessidade de “gerar crescimento económico” e reforçou o objetivo de atingir 40 por cento do PIB com exportações. “Temos de mudar hábitos, trabalhar mais, com inovação e com conhecimento”, disse.

“Temos 14 mil organismos públicos, governadores civis que são perfeitamente dispensáveis, institutos socialmente inúteis. A reforma do PRACE (Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado) tem de ser feita e foi isso que nós dissemos”, acrescentou o presidente da CIP.

Segundo António Saraiva, os negociadores internacionais estão bem informados sobre a situação do país. “A troika não fez qualquer sugestão ou qualquer medida” e “não referiu quaisquer cortes nesta ou naquela empresa”. “A ‘troika’ não se pronunciou, está muito bem informada e coloca cirurgicamente as perguntas. Conhece muito bem a situação do Estado e da Administração Pública e o que propusemos foi menos Estado e melhor Estado”, resumiu.

Nesta perspectiva, António Saraiva envia um recado ao Estado, dizendo que nestes tempos difíceis não fica bem andar a conceder tolerâncias de ponto, como vai verificar-se amanhã, a partir da 13h.

Turismo quer “adaptação de salários” no setor privado
A Confederação do Turismo Português (CTP) defendeu, junto dos emissários internacionais, uma política empresarial de adaptação dos salários e dos horários laborais, em vez de se optar pelos despedimentos. Carlos Pinto Coelho defendeu que os privados possam, à semelhança do Estado, efetuar cortes nos salários a partir dos 1500 euros. “Porque razão numa situação económica diferente não se podem fazer adaptações”, questionou.

Na reunião que manteve com os responsáveis europeus, a conversa decorreu em torno da discussão de políticas na área do turismo que produzam resultados.

“É um setor que tem capacidade de crescimento, desde que sejam alinhadas políticas para o turismo crescer, empregar mais gente e produzir riqueza”, destacou Carlos Pinto Coelho. “Nos próximos anos, queremos aumentar em 50 por cento o número de pessoas que trabalham nesta área e produzir o dobro”, concluiu.


http://www0.rtp.pt/noticias/?t=Confederacoes-fazem-propostas-a-negociadores-do-FMI.rtp&article=435205&visual=3&layout=10&tm=9

HAITI-US: Washington aid policy may be shifting


Photo: Nancy Palus/IRIN
Helping rather than hindering recovery

NEW YORK, 19 April 2010 (IRIN) – Former US President Bill Clinton, now a UN Special Envoy to Haiti, has pledged to foster the country’s self-sufficiency after expressing regret for implementing policies during his administration that damaged its agricultural capacity and ability to feed itself.

“That’s what we’re doing now,” he said on 31 March, pointing to efforts to spur coffee and mango production. It was a hopeful sign for those who have long advocated changes in the way the US government delivers food to developing countries.

Clinton told the US Senate Foreign Relations Committee on 10 March about his administration’s role in exporting US-subsidized foodstuffs to Haiti, taking advantage of lower tariffs set as a condition on loans from the International Monetary Fund (IMF) and World Bank.

Among the items was US rice, which was cheaper than the home-grown variety and contributed to the collapse of the Haitian rice industry: 47 percent of Haiti’s rice supply was domestically produced in 1988; in 2008 it had plummeted to 15 percent.

Agricultural capacity was also harmed by the flood of food aid sent to cope with humanitarian crises, some of which wound up in local markets. “It was a mistake … I was a party to … I have to live every day with the consequences of the lost capacity to produce a rice crop in Haiti to feed those people, because of what I did – nobody else,” Clinton told the committee chaired by Senator John F. Kerry.

Clinton described the policy as an effort to “free those places to … skip agricultural development and go straight into the industrial era”, but said it had “failed everywhere it’s been tried … you just can’t take the food chain out of production … it also undermines a lot of the culture, the fabric of life, the sense of self-determination,” he told reporters at an international donors’ conference at the UN on 31 March.

Significant

''It was a mistake … I have to live every day with the consequences of the lost capacity to produce a rice crop in Haiti to feed those people, because of what I did''

“I think it’s hugely significant,” Mark Weisbrot, co-director of the Washington-based Centre for Economic Policy Research (CEPR), said of Clinton’s comments. “It’s very rare that a former president will apologize for anything he did.”

CEPR has called on the international community to buy the entire Haitian rice crop over the next two years, which would account for 2.35 percent of total current committed aid funds.

However, “these purchases at the producer level” should not disrupt existing distribution networks, the CEPR said. “Fortunately, many of Haiti’s farmers are organized into co-operatives, networks, and other organizations. International donors could, and should, work with these organizations and farmers to develop a plan for buying up the locally produced rice and distributing it as food aid.”

Gerald Murray, an anthropologist at the University of Florida in Gainesville who has studied Haitian agriculture, noted that the distribution of free food was necessary during times of humanitarian crisis, but said Clinton’s comments reflected a greater awareness “that the agricultural economy has to be supported, and you don’t do that by flooding the country with free food” unless it was purchased from local farmers.

“I think it’s a huge opening,” said Neil Watkins, director of policy and campaigns at ActionAid USA, of Clinton’s mea culpa. “If nothing else, he has cast a spotlight on the urgent need for a change in US policy … which has severely undermined local production in Haiti. We can help Haiti feed itself by making how we provide food assistance more flexible, which will help the country recover and rebuild in the long term.”  

Lobbying for change

The US Congress is considering a proposal by the Barack Obama administration for $2.8 billion in aid for Haiti, and Watkins and the representatives of 33 development, human rights and faith-based organizations were lobbying to change the way the government delivered it. Nearly all US food aid is produced by American agribusinesses.  

In a letter to congressional leaders on 12 April the lobby group asked for “greater flexibility in how we deliver food aid, by permitting local or regional purchase of emergency food aid for Haiti, and the use of emergency non-food assistance, including vouchers, cash transfers, or safety-net programmes.”

There are signs that US policy may be shifting. Watkins noted a small pilot programme in the 2007 Farm Bill that earmarked funds for the local and regional purchase of emergency food aid, and to a provision in a 2008 appropriations bill that allowed for similar procurements. “Both of these actions are precedent-setting,” he said.

All this is in keeping with the wishes of the Haitian government; President Rene Preval expressed the hope that emergency food aid from abroad would soon come to a halt, saying: “If food and water continues to be sent from abroad, that will undermine Haitian national production and Haitian trade.”

pd/he/oa

La mezquina injerencia del FMI y el Banco Mundial en la República Democrática del Congo

Renaud Vivien, Yvonne Ngoyi, Victor Nzuzi, Dani Ndombele, José Mukadi y Luc Mukendi
Rebelión/CADTM

Traducido para Rebelión por Caty R.

El FMI ha conseguido una nueva victoria al final de su última misión en la República Democrática del Congo (RDC) al obtener la revisión del famoso contrato chino firmado en 2007. La supresión de la garantía del Estado congoleño en dicho contrato, de esta forma, rebaja el controvertido préstamo de China de 9.000 a 6.000 millones de dólares. El convenio, calificado erróneamente de «contrato del siglo», en principio preveía una inversión de 6.000 millones de dólares para el desarrollo de infraestructuras (construcción de carreteras, vías de ferrocarril, hospitales, universidades, alojamientos sociales) y 3.000 millones para el sector minero. Por lo tanto, el FMI ha ganado el pulso contra China, pero sobre todo mantiene su dominio sobre la política económica de la RDC.

Esta nueva injerencia del FMI en los asuntos internos de la RDC demuestra, una vez más, toda la hipocresía de las potencias occidentales que utilizan las instituciones financieras internacionales (IFI) para saquear los recursos naturales que pertenecen a los congoleños. En efecto, durante las negociaciones para la revisión del contrato chino, el Banco Mundial, respaldado por la embajadora de Canadá y Hillary Clinton durante su paso por Kinshasa, presionó al gobierno congoleño para que revisara su decisión de cancelar la «sociedad» KTM (Kingamyambo Musonoi Tailings), establecida ilegalmente entre la empresa canadiense First Quantum, el Estado congoleño, la empresa pública congoleña Gécamines, la sudafricana Industrial Development Corporation y la SFI (Societé Financière interntionale), que no es otra que la filial del Banco Mundial encargada de apoyar al sector privado… (1). Hay que subrayar, por lo tanto, que los contratos leoninos no plantean problemas a las IFI cuando los intereses de las potencias occidentales están en juego. Esos dos hechos simultáneos en la RDC demuestran con claridad que el Banco Mundial y el FMI son instrumentos que utilizan los países del Norte con fines geoestratégicos y económicos.

No cabe ninguna duda de que el contrato chino, pieza esencial para la realización de las cinco obras del presidente Kabila, no es un contrato «ganador-ganador» como pretende China (2), sino más bien una nueva ofensiva del gigante asiático para acaparar los recursos mineros del continente negro. Con ese contrato, China tiene acceso a 10 millones de toneladas de cobre, 620.000 toneladas de cobalto y 300 toneladas de oro, mientras que los congoleños deberán reembolsar la deuda generada por ese contrato de préstamo. Oficialmente, es ese riesgo de sobreendeudamiento el que ha impulsado al FMI a intervenir en este convenio bilateral. Blandiendo el estandarte de la «buena gobernanza» y practicando un chantaje inaceptable, el FMI ha conseguido finalmente su objetivo, manteniendo así su tutela sobre la RDC. Es un chantaje doble: sin la revisión del contrato, la RDC habría podido despedirse de un nuevo acuerdo trienal con el FMI en concepto de «Crédito para la reducción de la pobreza y para el crecimiento (FRPC)», así como del punto de terminación de la iniciativa PPTE (Países pobres muy endeudados), presunta aliviadora de su deuda externa que en la actualidad llega a 12.300 millones de dólares. Es casi la misma suma que ya se reclamaba a la RDC a la muerte de Laurent Désiré Kabila en 2001, justo antes de que el Banco Mundial y el FMI se presentaran como caballeros andantes para organizar una gran operación de reducción de deudas que el CADTM había denunciado como malversaciones. Hay que señalar que los servicios del FMI todavía tienen que confirmar que «el acuerdo así enmendado es conforme a la viabilidad de la deuda (3)» antes de aprobar el nuevo programa trienal (2009-2011), y que la RDC es un rehén de ese punto de finalización desde 2003, puesto que este último ya se prorrogó en tres ocasiones por decisión del FMI.

Ahora bien, esta deuda que el Estado congoleño sigue reembolsando a pesar de la crisis económica mundial, es el arquetipo de una deuda «odiosa», puesto que una gran parte fue contraída por el dictador Mobutu con la complicidad de los acreedores occidentales, especialmente el FMI y el Banco Mundial. Dicha deuda no tiene ningún valor legal y el gobierno congoleño debería declararla nula. Para basar la nulidad de esta deuda y rechazar su reembolso, los poderes públicos deberían, como exige la Declaración de la Octava Cumbre de los pueblos de la SADC (4), celebrada en Kinshasa del 5 al 6 de septiembre de 2009, proceder inmediatamente a la auditoría de dicha deuda con el fin de sacar a la luz la parte ilegítima: la que no ha beneficiado a la población. Todos los años, el servicio de la deuda acapara alrededor de 500 millones de dólares, es decir, casi tres veces la ayuda de emergencia concedida por el FMI el pasado mes de marzo.

La RDC no es un caso aislado. En el conjunto de los países en desarrollo, el reembolso de las deudas ilegítimas, combinado con los condicionamientos dictados por los proveedores internacionales de fondos, constituye un obstáculo para la satisfacción de las necesidades humanas fundamentales, así como una violación manifiesta del derecho de los pueblos a disponer de sí mismos y especialmente de sus recursos naturales. Por lo tanto, la emancipación de las poblaciones del Sur tiene que pasar necesariamente por la anulación incondicional de la deuda del Tercer Mundo y la ruptura tajante de los acuerdos con las IFI. En efecto, los países en desarrollo no tienen nada que esperar de esas instituciones incapaces de librarse del credo neoliberal conocido con el nombre de «Consenso de Washington», responsable del empobrecimiento de miles de millones de personas desde la crisis de la deuda de 1982. Tampoco hay que olvidar que esas instituciones se han convertido en cómplices de graves violaciones de los derechos humanos al apoyar financieramente dictaduras como la de Mobutu o financiando el apartheid en Sudáfrica. Así, el Banco Mundial y el FMI, imperativamente, deben rendir cuentas ante la justicia y ser sustituidos por nuevas organizaciones internacionales democráticas y respetuosas de los derechos humanos fundamentales.

(1) Ver http://www.digitalcongo.net/article/60245

(2) Damien Millet y Eric Toussaint, 50 Preguntas/50 Respuestas Sobre La Deuda, El Fmi Y El Banco Mundial, p. 153.

(3) Ver http://www.imf.org/external/french/np/sec/pr/2009/pr09286f.htm

(4) SADC: Comunidad para el Desarrollo de África Austral.

Renaud Vivien, Yvonne Ngoyi, Victor Nzuzi, Dani Ndombele, José Mukadi y Luc Mukendi son miembros de la red internacional CADTM (Comité para la anulación de la deuda del Tercer Mundo)

DR Congo sees $600 millionsn IMF boost in days

20 Aug 2009 16:52:01 GMT

<!– 20 Aug 2009 16:52:01 GMT ## for search indexer, do not remove –>

Source: Reuters

(Adds details and background) 

KINSHASA, Aug 20 (Reuters) – The Democratic Republic Congo expects to secure within days some $600 million of International Monetary Fund support aimed at bolstering its economy, its central bank chief told Reuters on Thursday. 

The support is part of some $10 billion in Special Drawing Rights (SDRs) pledged to sub-Saharan Africa countries by IMF chief Dominique Strauss-Kahn in May as part of efforts to help the region weather the economic slowdown. 

“In total Congo will receive more or less $600 million, and that will happen before the end of next week, so it’s imminent,” Jean-Claude Masangu told Reuters on the margins of a bankers’ conference in Kinshasa. 

SDRs can be exchanged for the currencies of other IMF members, thus allowing the owner access to valuable reserves. 

Congo is still recovering from decades of corrupt dictatorship and a 1998-2003 war. 

Demand for oil and mineral exports, which make up around 60 percent of its African country’s revenues, plunged last year and its foreign currency reserves fell to almost nil in February before a previous IMF emergency injection. 

Masangu said Congo expected to receive two allocations of SDRs, one worth $200 million and the other $400 million.

<!– news ## for search indexer, do not remove –>

FMI otorga más de 150 millones de dólares al Gobierno de facto

Adital –
El Fondo Monetario Internacional (FMI) otorgó 163, 9 millones de dólares al Gobierno de facto hondureño de Roberto Micheletti, presuntamente para fortalecer las reservas e inyectar liquidez a la economía de este país que sigue hundido en una fuerte crisis política.El pago forma parte de una estrategia del G-20 (grupo de países industrializados y emergentes) para financiar y el mandatario ilegítimo dijo que el FMI a tenido “respeto” a su gobierno, tras la decisión del ente de haberle dado una suma millonaria de dólares al Ejecutivo de facto.

Por su parte, la presidenta del Banco Central de Honduras (BCH), Sandra de Midence dijo que el FMI “está respetando que somos un país miembro”. Criticó a otras organizaciones financieras que le han quitado el apoyo económico, como consecuencia del golpe de Estado que dio el gobierno de facto contra el presidente constitucional Manuel Zelaya, el pasado 28 de junio.

 

El BCH, dijo este martes que 150, 1 millones de dólares del Fondo fueron entregados el pasado 28 de agosto y que el resto de la cifra de (163,9 millones de dólares) serán entregados por parte de este organismo la venidera semana. 

Asimismo indicó, que el Gobierno de facto no tiene acuerdos con el FMI, y que simplemente están “respetando” su condición de miembros del G-20. “No teníamos acuerdo con el Fondo, pero está respetando que somos país miembro y esto lo vemos evidente cuando se nos han acreditado estos recursos”, lo cual “hizo parejo a todos los países” beneficiarios de este programa del G-20, indicó de Midence.

La funcionaria agregó que a este otorgamiento no se le puede llamar “desbloqueo” pues asegura que el presidente Constitucional, Manuel Zelaya, nunca hizo acuerdos con el FMI.

Reiteró que el FMI es un organismo “responsable y serio” al permitirles formar parte de la repartición de reservas para la “estabilidad económica” de la nación.

El BCIE, el Banco Interamericano de Desarrollo (BID) y el Banco Mundial, tomaron medidas de suspensión económica a Honduras, tras el derrocamiento de Manuel Zelaya, una decisión que el Gobierno de facto a considerado “ilegitima”.

La presidenta del BCH, informó que el nuevo Gobierno de Honduras asumirá el mando el 27 de enero del próximo año, por lo que cree que muy pronto se puedan reanudar las entregas económicas del BID y BM y así negociar acuerdos formales con el FMI.

A mediados de agosto la presidenta del BCH y la ministra de Finanzas de facto de Honduras, Gabriela Núnez, asistieron a una reunión del G-20  donde analizaron la asignación de recursos económicos por parte de FMI.  

Honduras fue el único país de Latinoamerica que asistió a esta reunión.

La noticia es de TeleSur

ZIMBABWE: International relations move from freezer to fridge


Photo: IRIN 
Finance minister Tendai Biti

WASHINGTON, 18 May 2009 (IRIN) – A gradual defrosting of relations between Zimbabwe’s unity government, Western nations and global institutions, combined with a financial mechanism designed to avoid donor money flowing through the hands of ZANU-PF, the previous ruling party, is gently prising open the door for assistance to the beleaguered country. 

Western nations have cast a jaundiced eye on the unity government formed on 11 February 2009, in which President Robert Mugabe and his coterie have maintained the wealth of power, leading to London and Washington to withhold billions of dollars in assistance unless there was tangible political and economic reform. 

However, analysts are viewing two events as possible harbingers of change: a visit by the International Monetary Fund (IMF) from 18 to 29 May could see the institution renew its relationship with Zimbabwe, and the imminent arrival of envoys from Britain, the former colonial power and one of Mugabe’s staunchest critics. 

Alex Vines, director of the Africa programme at Chatham House, a UK-based think-tank, told IRIN: “This means that the relations between the two countries [Britain and Zimbabwe] have been moved from the freezer to the fridge. The relationship is still chilled, but it’s no longer frozen the way it has been for the past years.” 

Vines said Western assistance was far from a done deal, and a package to bail out Zimbabwe would be determined by the IMF and the British envoys. “Zimbabwe will have to meet certain benchmarks, in the form of human rights and economic reform, to satisfy London to release any funds. Also, I think the British government will scrutinise findings by the IMF team before it makes any decision.” 

The unity government has not had an easy journey. Mugabe’s ZANU-PF has been accused of numerous violations of the power-sharing agreement, and on 18 May the main partner, the Movement for Democratic Change (MDC), called on the Southern African Development Community, the regional body that brokered the agreement, and the African Union, its guarantor, to intervene. 

IMF resumes technical assistance 

The IMF announced on 6 May that it would resume technical assistance to Zimbabwe, but would not release any financial aid until Harare settled its US$133 million arrears. In 2002 the institution adopted a declaration of non-cooperation with Zimbabwe because of its overdue financial obligations, and suspended all assistance. 

An IMF official in Washington told IRIN a five-member delegation would assess Zimbabwe’s tax policies, payments and banking systems, and governance issues. “We have seen willingness to reform from the new unity establishment, and that is why we are responding with this technical assistance.” 

The first signs of an apparent thaw in bilateral relations between Britain and Zimbabwe were seen at the inauguration of South African president Jacob Zuma in Pretoria on 22 April, where a meeting on the sidelines between Zimbabwe’s Prime Minister, Morgan Tsvangirai, and Britain’s minister for Africa, Mark Malloch-Brown, is believed to have been the catalyst. 

Mugabe has consistently blamed Britain for Zimbabwe’s economic woes – including hyperinflation, unemployment of up to 94 percent and having more than half the population on food aid – but Mugabe’s strong role in the unity government has been an obstacle to monetary assistance and investment. 

''Response to direct financial aid has not been good at all. It’s only South Africa and China that have weighed in with US$35 million, but that’s just a drop in the ocean''

“Response to direct financial aid has not been good at all. It’s only South Africa and China that have weighed in with US$35 million, but that’s just a drop in the ocean. We need US$1 billion more to pay civil servants and meet other budgetary expenses, and that we can only do when we have direct funding,” Zimbabwe’s economic planning and investment promotion minister, Elton Mangoma, a member of the MDC, told IRIN. 

“The treasury remains largely dry and government is struggling to get by, but we remain hopeful. We are particularly happy that our fellow African countries and institutions have managed to extend lines of credit amounting to US$1.2 billion to us … slightly exceeding our initial target of US$1 billion,” Mangoma said. 

Creating donor trust 

The credit line was secured from the African Development Bank (ABD), the Cairo-based African Export-Import Bank, and Botswana and South Africa. The unity government has appealed for US$8.3 billion to resuscitate the country. 

Donor reticence is also caused by a lack of confidence that the money will reach its intended recipients, but this has been allayed by the Multi-Donor Trust Fund (MDTF), a vehicle established by the World Bank, Zimbabwe’s finance ministry, the ADB and the UN Development Programme. ZANU-PF has criticised the fund as being driven by forces hostile to Zimbabwe. 

Finance minister Tendai Biti, a member of the MDC, commented: “As lack of trust is an obstacle, we believe the MDTF is an appropriate means to mitigate donor risk. Instead of giving funds directly to government, donors put their funds in the trust, and the Ministry of Finance directs expenditure – but the MDTF still oversees it, oversees the work of the finance ministry too – so everyone is protected. This is a bridge measure until trust is restored,” 

On 18 May the World Bank pledged a US$22 million grant to Zimbabwe, and it will also receive part of a US$1.4 billion Food Facility established by the European Commission and UN agencies. Seeds, fertilisers and training are to be provided to 150,000 vulnerable rural households, which could increase the cereal yield in the next agricultural season by 10 percent to 15 percent.